Nietzsche, mais uma vez, tinha razão: A moral não pode ser fabricada.
Nem a religião, nem a ciência, nem a razão podem motivar o bem, pelo simples fato de que o bem não depende de uma razão construída. Não é uma ação que se possa reconhecer como genuína quando o agente o pratica para reservar seu lugar no reino dos céus ou movido pelo propósito de protagonizar o papel do caridoso aos olhos da platéia social - performance tão difundida, mas tão ressequida! Há tempos já se sabe que não dá frutos!
A moral é algo que floresce com o florecer do indivíduo, que ressoa com o ressoar do cantante, que se propaga com o propagar da vida, apenas quando rodeada de representantes da verdade.
Não é preciso muito esforço para enxergar que o sentido de colaboração, seja em relação aos outros, seja consigo mesmo, é o que nos impulsiona à toda e qualquer escalada, e que esse sentido advém do sentimento mais puro que conhecemos, o amor (estou falando de amor, que nada tem a ver com sexo ou desejo). É ele o motor invisível e enérgico, capaz de gerar a boa ação. Seu instrumento é o que conhecemos por “empatia”, a capacidade de se pôr no lugar do outro, de sentir a sua dor, de compartilhar da sua desventura.
A moral nunca pode ser fabricada. Quando imbuída desse intento nada mais é do que um simulacro de bondade, um Frankenstein (criatura) disfarçado de Jesus Cristo, um abrutalhado com fumos de beata, enfim, um claudicante na ética.
ADLLA BRAVO RIJO
ADLLA BRAVO RIJO
