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Não posso afirmar peremptoriamente a existência de Deus. Entretanto, se me perguntares se acredito, dir-te-ei: não descarto jamais. Caminhando com meus passos tardos estarreço-me com a excelência criativa ao meu redor. Se alguém se aproximar com um punhal para me atingir lutarei, incontinente, pela existência que me foi concedida. Recebi-a sem tê-la solicitado, mas agora não só devo como quero preservá-la a todo custo! Tal necessidade deve-se apenas a mim? Então, por que há dores tão intensas que mais parecem gritos desesperados em prol da conservação?