sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O ciúme exacerbado nada mais é do que a negação da existência do outro. Vã tentativa de suprimir sua condição de indivíduo, e como tal sua sujeição ao prazer e à liberdade. (Adlla Rijo)
              Imagem: Wikimedia commons (por Chico Ferreira)

Se na natureza nada se cria tudo se transforma, é mais forte e integrado aquele que devora, sim, a vida alheia; porém com o mais profundo zelo. (Adlla Rijo)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015


"Acordo às quatro" - música do médico e compositor Marcondes Costa (coincidentemente meu pai!), gravada por Luiz Gonzaga.




Acordo às quatro
Tomo meu café
Dou um beijo na muié
E nas crianças também
Vou pro trabáio
Com céu ainda escuro
Respirando esse ar puro
Que só minha terra tem

Levo comigo
Minha foice e a enxada
Vou seguindo pela estrada
Vou pro campo trabaiá
Vou ouvindo
O cantar dos passarinhos
Vou andando, vou sozinho
Tenho Deus pra me ajudar

Tenho as miúças
Carneiro, porco e galinha
Tenho inté uma vaquinha
Que a muié véve a cuidar
E os menino
Digo sempre a Iracema
Em Santana de Ipanema
Todos os três vai estudar

Pois eu não quero
Fío meu analfabeto
Quero no caminho certo
Da cartilha do abc

Eu mesmo
Nunca tive essa sorte
Mas eu luto inté a morte} bis
Móde eles aprender

(Marcondes Costa)

domingo, 25 de outubro de 2015

NOITE (Letra de Música)

"Nas amarras dos desejos
Eu busco novos caminhos
Abraço as damas da noite
Me embalo nos seus carinhos
Eu bebo o pecado das ninfas
Em dedos de lindos anéis
E a noite descobre segredos
No leito dos infiéis
A lua escorrega nas ruas
Enfeita novos bordéis
Mulheres desfazem seus sonhos
Nos braços de homens cruéis
Paixão tirana e mortal
Repete o mesmo ciúme
No rosto de um corpo abatido
Exala um forte perfume
As flores adornam os copos
Na mesa dos apaixonados
Nas rugas de um bêbedo hostil
O tombo dos desamparados"

(Música de Marcondes Costa e Chico Elpídio)



Quer seja no zênite da bem-aventurança, quer seja no cume da dor, o indivíduo é capaz de perceber com a absoluta limpidez das águas diáfanas a sua indissociabilidade do todo. Tal capacidade, contudo, vem sendo paulatinamente corroída pelo próprio agente em sua busca insaciável pelo que erroneamente passou a denominar "progresso". (Adlla Rijo)




O ponto intermediário entre o ser e o não ser não é, necessariamente, a dor descomunal. O caminho natural da vida não é abrigar o sofrimento. É passar suavemente. O homem é quem desalinha a trajetória; a sua e de seus desafortunados descendentes. (Adlla Rijo)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

                                                                    Imagem: Google

É preciso enxergar a dor como um recurso vital para nos afastar dos perigos e preservar a vida, e não como um mecanismo diabólico para nos apartar dela. A maneira como visualizamos a dor pode definir o que dela será feito.