quarta-feira, 18 de novembro de 2015

POEMA 2



Não há frieza em ti.
Não tens amor ou desamor.

Só mornidão.

Tua alma não é um charco, sei,
nem erma planície
ou simples musgo áspero.

O que há em ti é ausência de poesia.

Tua alma é prosaica
preto no branco
sem fantasia, sem cores.

De que me serviria o teu abraço?

(Arriete Vilela)

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