Adlla Rijo
Tartaruguinha da minha infância,
como penei ao constatar tua partida !
Como chorei ao ver-me só,
nesta apressada vida,
sem ter teu passo
para compassar meu coração !
Tartaruguinha da minha infância,
como desejei, um dia,
encontrar-te novamente
na imensa brandura
do teu andar cadente,
na eterna sapiência
da tua lentidão.
Tartaruguinha da minha infância,
nem tens consciência do bem
que me fizeste,
do incalculável amor
que tu me deste,
da alforria concedida
sem qualquer reparação.
Tartaruguinha da minha infância,
ajudaste-me a amar
o ritmo vagaroso,
a fugir de todo
açodamento enganoso,
a apartar-me, enfim,
da inebriante afobação !

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