segunda-feira, 23 de novembro de 2015

DESPERTAR


                                    Acordou. 
                                     Leu.
                                     Libertou-se.
                                     Ergueu-se.
                                     Espraiou-se.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

POEMA 2



Não há frieza em ti.
Não tens amor ou desamor.

Só mornidão.

Tua alma não é um charco, sei,
nem erma planície
ou simples musgo áspero.

O que há em ti é ausência de poesia.

Tua alma é prosaica
preto no branco
sem fantasia, sem cores.

De que me serviria o teu abraço?

(Arriete Vilela)

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

                                                               Imagem: Google


Não posso afirmar peremptoriamente a existência de Deus. Entretanto, se me perguntares se acredito, dir-te-ei: não descarto jamais. Caminhando com meus passos tardos estarreço-me com a  excelência criativa ao meu redor. Se alguém se aproximar com um punhal para me atingir lutarei, incontinente, pela existência que me foi concedida. Recebi-a sem tê-la solicitado, mas agora não só devo como quero preservá-la a todo custo! Tal necessidade deve-se apenas a mim? Então, por que há dores tão intensas que mais parecem gritos desesperados em prol da conservação?

domingo, 1 de novembro de 2015



Por que se reconhece tão facilmente a superioridade do artista? Porque o ser humano nasceu, visceralmente, para a arte. Faz parte da sua natureza. (Adlla Rijo)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O ciúme exacerbado nada mais é do que a negação da existência do outro. Vã tentativa de suprimir sua condição de indivíduo, e como tal sua sujeição ao prazer e à liberdade. (Adlla Rijo)
              Imagem: Wikimedia commons (por Chico Ferreira)

Se na natureza nada se cria tudo se transforma, é mais forte e integrado aquele que devora, sim, a vida alheia; porém com o mais profundo zelo. (Adlla Rijo)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015


"Acordo às quatro" - música do médico e compositor Marcondes Costa (coincidentemente meu pai!), gravada por Luiz Gonzaga.




Acordo às quatro
Tomo meu café
Dou um beijo na muié
E nas crianças também
Vou pro trabáio
Com céu ainda escuro
Respirando esse ar puro
Que só minha terra tem

Levo comigo
Minha foice e a enxada
Vou seguindo pela estrada
Vou pro campo trabaiá
Vou ouvindo
O cantar dos passarinhos
Vou andando, vou sozinho
Tenho Deus pra me ajudar

Tenho as miúças
Carneiro, porco e galinha
Tenho inté uma vaquinha
Que a muié véve a cuidar
E os menino
Digo sempre a Iracema
Em Santana de Ipanema
Todos os três vai estudar

Pois eu não quero
Fío meu analfabeto
Quero no caminho certo
Da cartilha do abc

Eu mesmo
Nunca tive essa sorte
Mas eu luto inté a morte} bis
Móde eles aprender

(Marcondes Costa)