quarta-feira, 13 de abril de 2016

DIVA


Diva,
deusa no nome,
dádiva dos meus sonhos,
sempre juntos,
corpo a corpo,
em cada novo amanhecer
[e somos tão diferentes].
Até a minha velhice
aproveito cada instante - 
tempo, tempo, sempre o tempo,
a estreitar nossos momentos.

(Marcondes Costa)

sexta-feira, 1 de abril de 2016


                                                   
                            Imagem: Wikimedia commons

Inúmeros homens almejam vida longa; uma quantidade infinitesimal se dispõe a assumir o ônus da jornada: paradoxo de quem agrega em seu Ser a sutileza da subjetividade e a brutalidade dos impulsos. (Adlla Rijo)

quarta-feira, 30 de março de 2016

DIÁLOGO ENTRE MÃE E FILHO

                                                                 IMAGEM: GOOGLE

UNIVERSOS PARALELOS

  • Mãe, sabia que existem estudiosos da mecânica quântica, como Robert Lanza, que defendem a existência de infinitos universos paralelos?
  • O que isso significa, filho? 
  • Pode significar muita coisa. Em primeiro lugar, pode ser que parte de sua alma esteja aqui neste universo e outra parte, em outro universo ao mesmo tempo; uma mesma alma em múltiplos universos. Mas pode significar também que poderíamos nascer, viver, morrer e depois renascer em outro universo, com o mesmo corpo, numa repetição incessante. 
  • Mas como? Estaríamos rodeados das mesmas pessoas? Viveríamos a mesma vida? E quem fosse morador de rua, seria morador de rua pela eternidade? - indagou a mãe perplexa.
  • Mais ou menos...Tudo ocorreria numa infinita repetição de múltiplas possibilidades. 
  • Não, meu filho, isso não faz o menor sentido! Será que você não está assistindo muito filme de ficção científica?
  • Mãe, estamos falando de ciência! - redarguiu o rapaz, com um semblante impaciente - Talvez nesse outro universo fôssemos a mesma pessoa, ou seja, a mesma alma, mas com outras escolhas.
  • Não. Isso é loucura! Além disso, não é justo.
  • É incrível, mãe, como descarta as possibilidades que assustam você. Quem disse que o mundo é justo? Já pensou que as coisas podem se dar aleatoriamente, sem critérios?
  • Não. Nessas condições, se Deus existe estaria brincando conosco! Isso não é possível... - repentinamente ponderou, arguindo - Pensando bem, filho, será que naquela época em que eu adoeci gravemente, e estive hospitalizada, eu morri e não sei?! Será que estou vivendo num universo paralelo ao que eu vivia antes?!
  • Não, mãe, isso não poderia ser pelo simples fato de que eu também estou neste universo e sei que você não morreu. Você se recuperou.
  • E se o que a gente vê ao nosso redor for apenas uma ilusão?! Nesse caso, até as pessoas seriam apenas criação da nossa mente!
  • Eita!, já vi que se você ficar especulando, dessa forma, o que é o universo, vai acabar enlouquecendo - seguiu-se à ironia um risinho torto.
  • Não filho, definitivamente, essa história de universos paralelos sucessivos não existe.
  • Como pode ter tanta certeza, mãe?
  • Porque a vida de muitas pessoas pode ser um suplício, e Deus não há de ser tão mau!
  • Mas mãe, talvez esse Deus que você conheça, na sua imensa bondade, seja o maior dos zombeteiros. 
A partir daí, a conversa que ia tão bem no que concerne à tentativa de desvendar os mistérios do Cosmos, não se sabe bem por que cargas-d’água, bruscamente, minguou: 

  • Já pra cama, menino!!!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

DESPERTAR


                                    Acordou. 
                                     Leu.
                                     Libertou-se.
                                     Ergueu-se.
                                     Espraiou-se.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

POEMA 2



Não há frieza em ti.
Não tens amor ou desamor.

Só mornidão.

Tua alma não é um charco, sei,
nem erma planície
ou simples musgo áspero.

O que há em ti é ausência de poesia.

Tua alma é prosaica
preto no branco
sem fantasia, sem cores.

De que me serviria o teu abraço?

(Arriete Vilela)

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

                                                               Imagem: Google


Não posso afirmar peremptoriamente a existência de Deus. Entretanto, se me perguntares se acredito, dir-te-ei: não descarto jamais. Caminhando com meus passos tardos estarreço-me com a  excelência criativa ao meu redor. Se alguém se aproximar com um punhal para me atingir lutarei, incontinente, pela existência que me foi concedida. Recebi-a sem tê-la solicitado, mas agora não só devo como quero preservá-la a todo custo! Tal necessidade deve-se apenas a mim? Então, por que há dores tão intensas que mais parecem gritos desesperados em prol da conservação?

domingo, 1 de novembro de 2015



Por que se reconhece tão facilmente a superioridade do artista? Porque o ser humano nasceu, visceralmente, para a arte. Faz parte da sua natureza. (Adlla Rijo)